Uma banda que arrisca. Desde o início, essa tem sido uma das características da SETECOPAS.
Surgida originalmente em 2002 em Alfenas, MG, a SETECOPAS se destaca rapidamente no meio universitário. Batizada então como Gambiarra, esta fase na história da banda pode ser resumida pelas premiações no Festival Coração de Estudante, promovido em edição única pela Globo e a UNE, com a música Trapos.
O sucesso no festival estimula a banda, que entra em estúdio e sai com seu primeiro EP. O som é diferente. É ousado. Mistura ritmos, instrumentos. Boas letras. A música “Trapos” ganha as rádios sul mineiras, as faculdades. A banda ganha a estrada e cumpre uma agenda de seis meses, que incluiu seis estados brasileiros e duas apresentações em Rosário, na Argentina. A turnê se encerra onde começou: no estúdio.
No início de 2003, em apenas seis dias a banda grava e finaliza “Sonhos”, seu segundo EP. Trazia mais uma vez uma forte identidade artística: tambores, metais, distorções e uma balada, que logo se tornaria um sucesso regional: “Voar”. O show da banda cresce e passa a ser uma de suas maiores forças. Durante dois anos faz várias apresentações.
Em 2005, a banda se arrisca: a adoção do nome SETECOPAS e a mudança do som. Naquele momento, a banda queria concentrar-se no rock, brincar com seus elementos, clichês e refletir uma forte característica que já trazia nos shows.
Em 2006, esse processo de mudança se materializa no CD “Setecopas”. São treze músicas, num grande disco de rock. A banda mostra sua forte influência do som de Seattle do começo dos 90, traz guitarras, camadas sonoras, baladas, uma certa melancolia, que refletia aspectos das vidas pessoais dos integrantes. As músicas são muito bem recebidas, citando-se como exemplo os prêmios e participações no Galeria Globo FM, Unifestrock em Campinas, SP e a vitória no Festival Nacional da Canção.
Como dito, a SETECOPAS toma riscos. Desde o começo, a banda também se destaca pelo empreendedorismo. Tendo sido sempre independente, paralelamente às apresentações, dedicam-se a novos negócios, sempre relacionados à música. Nesse processo que toma corpo a partir de 2006, o que era uma banda transforma-se numa fábrica de cases, loja online de instrumentos musicais (Capcase, comandada pelo baixista Rodolfo), uma rede de bares no sul de Minas (7Copos e A Vila), uma produtora e um escritório especializado em propriedade intelectual e cultura (comandados por Platinny Paiva).
Em 2009, aos 7 anos, a SETECOPAS mais uma vez se arrisca. O grupo consolida-se como um power trio e traz várias novidades. Um som dançante. Os ritmos e batidas que marcaram o início da banda. Elementos eletrônicos. Show multimídia.
Essa é a SETECOPAS.
Uma banda que se arrisca...
E que ganha a aposta.